Faleceu Abel Policarpo de Freitas

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Faleceu Abel Policarpo de Freitas, antigo membro do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha e marido de Maria Ascensão, o principal rosto do folclore madeirense.

Abel Policarpo de Freitas nasceu em 1923 e completava 88 anos este ano no mês de Agosto.
Quando o  Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha saiu da Madeira pela 1ª vez, em 1949, namorava com Maria Ascensão Fernandes e  encontrava-se na escola da polícia nesta altura em Lisboa, não tendo por essa razão  integrado  essa formação.  
Quando regressou à Madeira integrou o Grupo e só a partir de 1956  que se torna responsável pelo mesmo  juntamente com o seu irmão António Policarpo de Freitas. O casal  Abel e Ascensão ficam  até 2000 na direção do Grupo. Inicialmente tocou bombo mas depois passou a tocar violino até à morte da sua esposa, altura em que deixou o grupo, embora incentivado jamais voltou,  mantendo-se  contudo sempre informado acerca das atividades.
A ele se deve muitas das recolhas  realizadas através da avó da Maria Ascensão, Francisca de Jesus, nomeadamente Baile da Viuvinha, Baile da Mourisca, Baile da Chamarrita da Camacha, Brinco d’Oito, que fazem parte do nosso reportório.
O seu dinamismo e dedicação às nossas tradições fizeram dele um dos responsáveis pelos cortejos etnográficos, quando a Camacha se fazia representar nas ruas do Funchal. Um dos últimos trabalhos de recolha da sua responsabilidade foi o Ciclo do trigo, desde a sementeira, a preparação da eira, a ceifa, a malha até ao produto final, passando pelos serões.
O Sr. Abel tinha sido  executante da Tuna de Bandolins da Camacha a quando da sua formação e também tinha pertencido à banda da polícia tocando saxofone. A sua educação musical e o seu talento  fez com que fosse criador de algumas  das músicas das romagens de pastores que o grupo costuma cantar na noite de Natal, algumas delas já registadas em vinil.
Foi também um dos dinamizadores do grupo de Saloias do Espírito Santo onde tocava violino.
O seu caráter, a sua  persistência e a alegria contagiante da sua esposa, Maria Ascensão, fizeram deste casal o suporte basilar  do grupo, fazendo com que este se mantivesse em actividade ininterrupta ao longo dos anos.

Fonte: Grupo de Folclore da Casa do Povo da Camacha

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